DEFICIÊNCIA VISUAL
O presente trabalho será realizado em duas etapas, a saber, baseado em uma pesquisa bibliográfica, onde para isso recorremos aos livros e a alguns artigos da internet, e em uma pesquisa de campo, onde nos deslocamos até a Escola Estadual Coronel Pillar e entramos em contato com alunos, professores e pais de alunos portadores de deficiência visual.
Para fins de esclarecimentos, estamos dispondo um resumo sucinto acerca de tal deficiência.
O presente trabalho será realizado em duas etapas, a saber, baseado em uma pesquisa bibliográfica, onde para isso recorremos aos livros e a alguns artigos da internet, e em uma pesquisa de campo, onde nos deslocamos até a Escola Estadual Coronel Pillar e entramos em contato com alunos, professores e pais de alunos portadores de deficiência visual.
Para fins de esclarecimentos, estamos dispondo um resumo sucinto acerca de tal deficiência.
O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico.
Podemos classificar tal deficiência em diferentes níveis, pois a diminuição da resposta visual pode ser do tipo leve, moderada, severa e profunda. Todos estes casos compõem o grupo chamado de visão subnormal ou baixa visão.
Conforme Barraga, pessoas que apresentam baixa visão são aquelas que ainda são capazes de “indicar a projeção de luz até o grau em que a redução da acuidade visual interfere ou limita seu desempenho”.
Temos ainda a perda total da visão (cegueira), onde o indivíduo não consegue nem mesmo detectar a presença de luz.
Segundo alguns dados estatísticos emitidos pela OMS, há aproximadamente 40 milhões de pessoas deficientes visuais no mundo, sendo que 75% são provenientes de regiões em desenvolvimento. O Brasil apresenta em torno de 1,0 a 1,5% da população com essa deficiência, sendo que para cada 3.000 criança temos uma com cegueira e para cada 5.000 temos uma com baixa visão. Além disso, dados do senso escolar/2002 revelaram 20.257 alunos com def. visual na educação básica brasileira.
As causas de tais deficiências são do tipo congênitas, como por exemplo, malformações oculares, glaucoma congênito, catarata congênita, Síndrome de Leber,
ou do tipo adquiridas, como por exemplo, traumas oculares, catarata, glaucoma, alterações retinianas.
Fatores como histórico familiar de deficiência visual, histórico pessoal de hipertensão arterial e diabetes, senilidade (estado de velhice; enfraquecimento de faculdades físicas), prematuridade e não realização do pré-natal, não utilização de óculos de proteção durante certas tarefas e não imunização contra a rubéola, poderão contribuir para o agravamento ou aparecimento da deficiência.
Os tipos mais comuns de alterações visuais são: a ambliopia, estrabismo, astigmatismo, hipermetropia e miopia, entretanto, esses problemas não constituem deficiência visual.
O professor e os familiares deverão estar atentos a alguns sintomas, como por exemplo, tonturas, náuseas, dor de cabeça, vermelhidão nos olhos, lacrimejamento, visão embaçada e baixo rendimento escolar. Entretanto, é indispensável à consulta ao oftalmologista, pois dessa forma será possível obter um diagnóstico preciso sobre o caso.
Evidentemente, que as pessoas portadoras de tal deficiência deverão ter um tratamento especial, porém não diferenciado, visto que a maioria delas tem dificuldades para a aceitação de tal deficiência, e por isso acabam ficando mais sensíveis, com o desenvolvimento emocional e físico afetados.
Um ponto importante a ser mencionado é o Sistema Braille, pois muitos dos alunos que possuem baixa visão tendem a ter certa rejeição em relação a este sistema. O Braile é uma escrita feita por meio de uma reglete (régua de madeira, plástico, ou metal), o punção (instrumento de madeira ou plástico, com ponta metálica, utilizado para a perfuração dos pontos) ou através de uma máquina de escrever Braille.
A perfuração do papel deve ser realizada da direita para a esquerda para produzir a escrita em relevo, e a leitura é realizada da esquerda para a direita.
Pergunta do grupo: Atualmente, nossos professores estão preparados para trabalhar com a deficiência visual?
24 comentários:
Atualmente estamos numa fase transitória onde os professores dispõem de muitos recursos tecnológicos que antes não existiam e que agora podem facilitar o desenvolvimento do processo de ensino/aprendizagem, tais como programas de computador, a escrita Braille e outros. Além disso, as leis de inclusão aos poucos fazem com que as Instituições de ensino também se adaptem às necessidades dos novos alunos e conseqüentemente exige dos professores a formação adequada para bem atendê-los.
Os próprios alunos com deficiência visual dizem que os professores não estão preparados para ajudar estes alunos, pois necessitam de recursos dos quais muitas vezes não são disponíveis a eles. O trabalho de um professor para esta área requer que ele se dedique ao máximo em elaboração a materiais ampliados, confecção de cd’s e fitas de áudio para o entendimento do aluno, onde este aluno terá o acompanhamento eficaz na sua trajetória escolar.
O professor que faz gestos encena muita a aula, torna o aluno com deficiência visual incapaz de acompanhar o ritmo das aulas.
Este educador terá de estar capacitado a ensinar um aluno com tal deficiência para que ele possa no futuro de sua vida ser mais humano mesmo dispondo de alguma deficiência, este educador não pode trabalhar sozinho, o melhor a se fazer é o trabalho em equipes, onde nosso professor ganhara mais forças e habilidades para o trabalho. O que vemos hoje nas escolas é diferente, pois as condições que as escolas públicas oferecem ainda são precárias.
Atualmente estamos passando por uma fase transitória, da qual os professores mal tem um preparo para dar uma simples aula quem dirá para auxiliar uma aluno com deficiência visual. Mas, o fato é que não há mais tempo para pensarmos, temos que agir, nós vamos nos tornar professores e um certo dia na nossa turma poderá ter um aluno com deficiência visual. A escola tem que se preparar para receber o aluno e o professor também, não basta simplesmente colocá-lo numa sala de aula para torná-lo incluso.
Acredito que há situações e situações, enquanto há algumas escolas que fazem um bom trabalho como os colegas nos apresentaram, há outras que não estão nem um pouco preparadas para essa inclusão. E o aluno com deficiência visual vai requerer mais atenção do professor, por isso é necessário o auxílio de um professor que trabalhe com educação especial. Na minha opinião deve haver inclusão sim, e os professores que estão despreparados devem fazer um esforço e buscar algum tipo de preparação.
Acredito que futuramente não existirá nenhum problema com relação à inclusão de deficientes visuais nas escolas, ainda mais que o braille tem proporcionado maior desenvolvimento das pessoas com este tipo de deficiência.
A escola hoje não está preparada, pois faltam recursos, principlamente financeiros, para os programas tecnológicos expostos pela Marcieli.
É óbvia a carênca que os colégios apresentam no âmbito de os professores não estarem preparados para receber alunos com necessidades visuais, como também para qualquer outro aluno seja qual for sua deficiência. Mas aos poucos acredito que as pessoas estarão mais capacitadas para tratarem com pessoas seja qual for sua defiência,mental ou física, inclusive e principalmente os professores.
Muito poucos, pois a pouco tempo começaram a dar mais importância a alunos deficiêntes. antes os metodos ficavam limitados ás academias e não eram levados a pratica, mas atualmente tal tema esta mais saliente, e acho que com o tempo terá mais profissionais.
O QUE REALMENTE É PREOCUPANTE É: A AQUISIÇÃO DOS RECURSOS TECNOLÓGICOS POR PARTE DAS ESCOLAS E A FORMAÇÃO ESPECIAL DOS PROFESSORES QUE VÃO LIDAR COM ESSES ALUNOS PORTADOES DE DEFICIÊNCIA VISUAL, POIS UMA COISA SEM A OUTRA É INVIÁVEL, ATÉ PQ, APARELHOS TECNOLÓGICOS SEM HABILIDADE DE MANEJO É INÚTIL, E POR SUA VEZ, O PROFESSOR NÃO TEM CONDIÇÕES DE SOZINHO, OU SEJA, SEM TÉCNOLOGIA A SEU DISPOR, FAZER UM TRABALHO, SATISFATÓRIO COM OS ALUNOS. TENDO TECNOLOGIA, E PROFESSORES BEM TREINADOS COM CERTEZA, HAVERÁ SUCESSO.
Eu acho que a maioria dos professores estão preparados para trabalhar com os deficientes visuais.Pois,o que os professores precisam fazer é aprender o Braille pra conseguir ensinar os alunos em sala de aula.Os professores não precisam ser especialista em deficiencia visual para ensinar os aluno em sala de aula.O deficiente mental precisa de acompanhamento de um especialista em deficiencia mental pra conseguir aprender.O aluno com altas habilidades precisa de acompanhamento de um especialista pra se tornar um superdotado.O deficiente visual NÃO precisa de acompanhamento de um especialista pra conseguir aprender pois SÓ não consegue É enxergar.
Houve um grande avanço sim, no aprimoramento do ensino/aprendizagem aos alunos com deficiência visual, mas não acredito que seja uma fase meramente transitória. Acho que o maior problema dentre as deficiências físicas está no atendimento ao deficiente visual, pois a tecnologia oferecida a eles é de alto custo, e os professores e os próprios alunos deficientes muitas vezes desconhecem o papel do governo em ceder este tipo de tecnologia. Um ex na própria filosofia; existem textos que ainda não foram traduzidos para o português, como seria esta passagem para o Braille? Um livro como “Crítica da Razão Pura” de Kant, se impresso em Braille, quantas páginas ficaria? Essas são dificuldades com certeza não impossibilitam os alunos com deficiência visual a estudar disciplinas como a filosofia, mas certamente se não houver um auxilio tanto financeiro quanto pessoal a este aluno pode tornar-se um grande empecilho.
Aniele Freire
Pela parte doscente, estaríamos tentando fomentar esta carência que se tinha em tempos remotos, pois é perceptível que a formação destes profissionais habilitados para lidar com tal deficiência de forma plausível e facíl é morosamente praticada. Vontade é o que não falta para os professores ensinarem alunos cegos, mas a formação ainda não supre o mercado o que de certo modo facilita a exclusão mas não desvanece o direito assegurado por lei pelos cegos ao exercício da cidadânia e acessibilidade ao ensino.
creio que para trabalhar com qualquer tipo de deficiencia é necessario uma formação especifica. Qualquer professor egresso de qualquer licenciatura, onde a formação se dá especificamente na área do conhecimento em que atua, não está plenamente apto para lidar com qualquer tipo de adversidade(no caso uma deficiencia). A deficiencia visual, ao contrario de outras existentes, não gera um obstáculo na capacidade de aprender de um aluno, pois se resume apenas a fato de ele não poder exergar. Contudo, mesmo com as novas tecnologias, o fato de existir apenas um aluno dentro de sala de aula já faz com que o trabalho do professor tenha que ser modificado, pois há uma quebra na singularidade da tumrma. Portanto, creio que o trabalho com qualquer tipo dedeficiencia deve ser executado por um prifissional que possua uma formação nesta área, pois certamente ele estará mais apto a realizar tal tarefa
Hoje possuimos muitos recursos que facilitam a vida do deficiente visual. Mas mesmo assim acho que o importante é a vontade de levar uma vida normal, como a das pessoas que não possuem deficiencia. De acordo com o depoimento que assistimos na aula, vi a importância de encarar a deficiência e a partir dai buscar recursos para superar e ter acesso as coisas que se tinha antes. Com o uso dos recursos desponíveis e com um pensamente longe de proconceitos, é possivel enfrentar a deficiência de uma maneira simples. Considerei muito importante esse contato que tivemos, onde pude aprender muitas coisas. Principalmente que o deficiente não é diferente, e sim igual a todos nós.
Ainda que existam muitos recursos que podem facilitar o aprendizado de uma pessoa com deficiência visual, muitas vezes a escola em questão não recebe o auxílio necessário por parte do governo para obter estes instrumentos. Muitos professores estão preparados para lidar com estudantes com alguém tipo de deficiência visual, cabe agora perguntarmo-nos se as instituições de ensino estão prontas para receber esses acadêmicos.
Existe um número muito pequeno de alunos com deficiência visual nas escolas.
As escolas e professores estão despreparados para atender um ensino de qualidade aos deficientes visuais. Eles necessitam de um atendimento especial em sala de aula, bem como, necessitam que os professores elaborem materiais didáticos exclusivos para poderem acompanhar os conteúdos. Verifica a necessidade dos alunos com deficiência visual terem seus estudos acompanhados por uma professora de educação especial, a qual poderá atuar como monitora.
A disciplina de educação especial nos cursos de licenciatura, estão preparando os futuros professores para esse grande desafio.
O preparo efetivo antecipado de professores em todos os casos possíveis de deficiências me parece exagerado, em todo o caso, as informações básicas de como acessar meios de auxílio para um aluno deficiente visual, podem ser apresentadas e estão sendo oferecidas, como é o caso das nossas aulas.
Acho que não. Apesar de existir, como no nosso curso, uma disciplina em que nós, futuros professores, discutimos e conhecemos mais sobre as necessidades especiais, a prática - imagino - é bem diferente. As instituições de ensino deveriam se responsabilizar pelo treinamento prático e teórico (LIBRAS, por exemplo)de seus professores.
Muitos professores não estão preparados para receber alunos com qualquer deficiência na classe regular. Essa iniciativa, tem q partir do próprio educador e nós como futuros professores precisamos nos preocupar em buscar algum curso de atendimento educacional especializado, recursos para ensinar ou somente integrar esse aluno não só na turma mas em toda sociedade.
Não estou preparado para dar aulas a deficientes.
Não teria mais a adicionar do que já disseram meus colegas. Mas gostaria de salientar que para dar aulas de filosofia é necessário mais que libras ou livros escritos em braille. Assim como para dar aulas de matemática para crianças normais não basta compartilhar do português. Ou melhor, detalhando mais: compartilhar de uma mesma linguagem é mais do que usar um mesmo conjunto de signos que outra pessoa.
Axo que os professores nao estao preparados para lidar com alunos com deficiencia visual assim como nao estao preparados para lidar com inumaros outros problemas .axo que deveriam ter uma preparacao minima para agir perante qualquer deficiencia.
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