quarta-feira, 29 de outubro de 2008

APRESENTAÇÃO SOBRE DEFICIÊNCIA MENTAL

O presente texto tem por objetivo expor alguns conceitos e idéias a respeito da deficiência mental, sua definição segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quais os tipos mais comuns e suas características. Como se dá a educação de pessoas portadoras de deficiência mental, dos elementos que a compõe e quais as dificuldades encontradas durante este processo; assim como a inserção destas pessoas em turmas regulares de ensino e suas implicações.
A Deficiência mental está intimamente ligada à noção de inteligência. Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais o retardo mental é identificado principalmente por um “funcionamento intelectual significativamente inferior à média, acompanhado de limitações em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação, auto-cuidados, vida doméstica, habilidades sociais, relacionamento interpessoal, uso de recursos comunitários, auto-suficiência, habilidades acadêmicas, trabalho, lazer, saúde e segurança”. O nível de desenvolvimento de uma deficiência mental pode ser avaliado a partir do teste se coeficiente e inteligência(QI), ou ainda a partir da quantidade de apoios necessários. São várias as causas e fatores de risco que podem levar à deficiência mental. Elas podem ocorrer durante a gestação, durante o parto ou até mesmo após o nascimento do bebê.

QUESTÃO: Tendo em vista a realidade observada no sistema de ensino atualmente, você acredita que a inclusão de deficientes mentais nas escolas de ensino regular pode ser de todo benéfica a estes deficientes?
Alunos: Ana Paula Foletto Marin, Laísa Roberta Trojaike,
Gabriel Garmendia da Trindade, Marina Loewenthal

SURDEZ

Anais do seminário do INES
Surdez: diversidade Social
Nelson Pimenta

Com a oficina que acabamos de fazer, vivenciamos uma situação em que a diversidade se impôs. Houve momentos em que foi difícil relativizar valores e aceitar as diferenças. A vida e a sociedade são assim, temos que conviver com a diferença e com a oposição o tempo todo.
Eu me chamo Nelson Pimenta e nasci em Brasília, no dia 6 de setembro de 1963. Mudei-me com a família para o Rio de Janeiro em 1976. Fui o primeiro ator surdo a se profissionalizar no Brasil, estudei no NTD (National Theathre of the Deaf) de Nova Iorque, sou pesquisador de Língua de Sinais e já atuei como instrutor de teatro e de Línguas de Sinais Brasileira em diversas instituições de ensino, entre elas o INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos) e a FENEIS (Federação Nacional de Educação e Integração de Surdos). Atualmente estudo para a graduação em Cinema pela Universidade Estácio de Sá. Em 1999 criei, com Luiz Carlos Freitas, A LSB Vídeo, empresa com a missão de contribuir para o aprimoramento da educação dos surdos. Montamos uma equipe de trabalho com profissionais da área de educação que acreditam que a situação de exclusão social em que muitos surdos brasileiros se encontram poderia ser evitada a partir da construção da identidade surda nos indivíduos, possibilitando a luta por seus direitos e promovendo a conscientização de seus deveres.
Eu sou surdo e sou feliz. Minha trajetória de sucesso começou na família, com a absoluta aceitação da diversidade da minha natureza, principalmente por parte de minha mãe, que desde a descoberta da surdez teve a intuição de que o mais importante em sua relação comigo seria termos uma comunicação mais fácil e natural para mim, e não o contrário. Logo descobriu que essa forma era com os sinais e adotou a língua de sinais em nossa casa. Por causa disso, cresci acreditando que a comunicação do mundo era dessa forma, através dos sinais, e, portanto, nunca cogitei que eu pudesse ser diferente. Meu referencial nunca foi a audição e sim a surdez, o que contribuiu, definitivamente, para a construção da minha identidade como um indivíduo com elevada auto-estima e autoconfiança, ao contrário de outras crianças que às quais são impostos modelos de comportamento e comunicação adequados a quem tem audição e, com isso, passam a ter os ouvintes como referência. Invariavelmente, essas crianças crescem com baixa auto-estima, acreditando serem deficientes por não conseguirem a mesma performance que os ouvintes na fala e na escrita.
Mais tarde descobri que eu sou, de fato, diferente da maioria, e minha luta começou no sentido de que a surdez seja reconhecida como apenas mais um aspecto das infinitas possibilidades da diversidade humana. Ser surdo não é melhor ou pior do que ser ouvinte é apenas diferente. E ser surdo é diferente de ser deficiente auditivo. Se um de vocês aqui presentes, que ouve e que, por isso, tem a cultura da audição, ou seja, se comunica através da fala, gosta de música e do barulho do mar etc., perder a audição, certamente será um deficiente auditivo, pois estará com um déficit, uma vez que perdeu algo que já teve um dia. Mas eu nasci surdo e, como só se perde aquilo que se tem, nunca perdi minha audição, pois nunca a tive. Eu tenho o direito de viver assim, e o mundo tem o dever de aceitar minha diferença.
Sou surdo e sou feliz.

A pergunta é: Você considera a surdez congênita uma deficiência? Por quê?

Grupo: Sérgio, Gerson e Maurício.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

LEGISLAÇÃO E DOCUMENTOS DE CUNHO MUNDIAL


O objetivo geral do presente trabalho foi expor uma visão global das legislações, documentos e diretrizes da Educação Especial. Ou seja, Ao longo deste trabalho, serão expostas algumas das principais leis já instituídas sobre o tema “Educação Especial”, as quais visam à integração social e principalmente educacional de pessoas com necessidades educacionais especiais.

Como estrutura geral o trabalho ficou constituído de uma apresentação das perspectivas históricas do interesse e da formulação documentacional sobre Educação Especial; uma apresentação detalhada do que é entendido como Educação Especial através de uma conceitualização, baseada no corpo das leis, incluindo a citação destas. Uma determinação dos princípios da Educação Especial e outra apresentação sobre um documento nacional sobre política para pessoas portadoras de deficiência física. E, finalmente, expomos, detalhadamente, sobre a “Declaração de Salamanca: Sobre princípios, políticas e práticas na área das necessidades educacionais especiais” , que pode ser considerado um dos principais textos de cunho internacional visando a inclusão social mediante à educação, perspectiva essa que vem sendo mundialmente adotada, com ressalvas.


PERGUNTAS DO GRUPO:
1- Portadores de deficiência são, por leis adicionais, igualados embenefício aos demais cidadãos. Mas até que ponto a lei é e pode serefetivada?

2- A lei determina uma série de obrigações ao professor regular (vide asque - apesar das dificuldades da apresentação que não negamos quetenham ocorrido - foram apresentadas em nosso trabalho). Mas até queponto podemos nos considerar como sendo formados para dar conta dessasobrigações? e, independente disso, o que devemos aprender para darconta dessas obrigações que a lei nos impõe?

Grupo 02 apresentado pelos acadêmicos: Bruno R. Mendonça, Gilson Olegario da Silva, Leila Klaus, Daniela Porciúncula, Anieli FreireAna Paula Marin.

História da Educação Especial


A História da Educação Especial


Antiguidade – Roma e Grécia antigas.

· Deficientes não eram considerados humanos e serviam de bobos ou palhaços;
· Na Roma antiga e em Esparta o patriarca podia matar seus filhos defeituosos;
· Já os hindus estimulavam o ingresso dos deficientes visuais nas funções religiosas;
· Os atenienses contribuíam para a manutenção dos heróis de guerra e de suas famílias.
Idade Média.
· Advento do Cristianismo, constituição da Igreja Católica e surgimento do Clero;
· Com a assunção dos ideais cristãos, os deficientes são considerados criaturas de Deus;
· Em 1547 Henrique II institui assistência social obrigatória para amparar deficientes;
· Inquisição católica: os deficientes foram considerados “hereges” e “endemoniados”;
· Considerava-se que as causas da deficiência eram a vingança celeste.
Do século XVI aos dias de hoje.
· Tese da Organicidade: deficiência é produto de causas naturais;
· Deficiências passam a ser tratadas pela Medicina iniciante do séc. XVI;
· Inventos propiciam meios de trabalho e locomoção aos portadores de deficiência;
· Código Braille: propiciou a integração dos deficientes visuais à linguagem escrita.
Historia da educação especial no Brasil.
· 1906: Escolas Públicas recebem alunos com deficiência mental ;
· 1927: Em Canoas - RS é criada a Sociedade Pestalozzi, primeira instituição brasileira dedicada aos excepcionais;
· 1946: Criada a Fundação para o Livro do Cego no Brasil;
· 1954: Fundada no Rio de Janeiro a primeira APAE;
· 1960: Em Roma na Itália acontecem os primeiros jogos paraolímpicos;
· 1961: A LDB enquadra a educação de excepcionais no sistema geral de educação;
· 1994: Declaração de Salamanca;
· 2000: Lançamento da produção do Livro Didático em Braille;
· 2002: É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais – Libras.



Pergunta para os colegas: Tendo em vista os preconceitos e as dificuldades enfrentadas pelos portadores de necessidades especiais ao longo da história, o que você acredita ter levado a sociedade a se preocupar com a questão da inclusão e em dar um tratamento digno a eles?


Componentes do grupo: Cristina, Emerson, Josué, Ketty e Marcieli