segunda-feira, 15 de setembro de 2008

ATIVIDADE 1

A partir das discussões em aula sobre o processo de inclusão, tendo como motivação o clipe do Filme ( MEU NOME É RÁDIO. Michael Tollin, Columbia, 109m., Eua, 2003) , registre sua considerações acerca da temática abordada, levando em conta a formação de professores.

31 comentários:

Unknown disse...
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Unknown disse...

Pensando na circunstância em que a gente vive de definição de um ser racional e que pessoas com qualquer deficiência, possuindo um mínimo de consciência, tem direito a vida, a inclusão nas escolas regulares é obrigado existir.
No entanto, estabelecer como obrigatório esta inclusão remete a um monte de qualificações, desde a formação de professores capazes de agir com essas pessoas, como a estrutura física da escola em questão. Outro fator, é, qual será o desempenho e caminho que a turma desencadeará, estando presente algum portador de alguma deficiência mental.
É nesse aspecto que não concordo que a inclusão nas escolas regulares deve abranger toda e qualquer deficiência. Por exemplo, pessoas diagnosticadas como não possuindo uma capacidade mental "normal", não poderia freqüentar as mesmas escolas, porque esta pessoa atrasaria o desenvolvimento da turma(não estou analisando aqui as pessoas capazes e "normais" que atrasam o ensino porque neste caso é responsabilidade delas, o que não vejo no caso dos deficientes), sendo esta turma prejudicada num grau de competição de habilidades desenvolvidas em relação à outras escolas e outras salas de aula.
Em questão aos deficientes físicos, não deveria existir nenhum empecilho nas escolas, formando assim pessoas capacitadas prontas para entrarem em um mundo de trabalho de concorrência muito alta, porque a educação é mental, sendo a mente apta já pressupõe capaz.
Dessa forma, remete a obrigação que temos para modificar as construções estruturais, a formação e a disponibilização de professores instruídos para diminuir as diferenças em relação aos conteúdos dados, ou seja, não importa a forma que o estudo é ensinado e sim se ele foi totalmente aprendido, ou o que o sistema escolar estabelece, 70%.

ILLUMINATUS disse...
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ILLUMINATUS disse...
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Léo Ignácio disse...

Excepcionais

Torna-se melindroso debater tal assunto, pois exige extrema cautela, por conseguinte, não se trata somente de incluir ou excluir uma pessoa portadora de deficiência, mas ver o que está ao alcance dela, e ter conhecimento epistemológico do ambiente que será "incluída".
Se incluída digamos no ensino médio, certamente será enleada metaforicamente com uma hidra concomitantemente chacoteada consuetudinariamente. Pela parte dos jovens, é exímio que são apáticos a essa questão criando certo asco a essas pessoas. Em tempos hodiernos não me é cognoscível que para contribuir com essa apatia, não haja professores que saibam lidar com essa questão de forma sutil e que quebre os paradigmas sociais acerca dessa questão. Mas não deixemos de considerar que a apatia também é efetuada por jovens “normais”, ou seja, sentem isso diariamente, é o que presenciamos atualmente, poderia aqui fazer alusão a chacinas norte americanas.
Porém na medida do possível aumenta paulatinamente a formação de professores capacitados para atender “alunos especiais”. No entanto ainda não há formação que consiga quebrar o arquétipo ocular dos pais no que concerne a essa questão. Como foi debatido superficialmente aula passada, o pré-conceito não está na criança em si, e sim o é depositado para-si, dos pais para os filhos.
Embora o professor use os métodos mais sutis, não deverá fazer distinção de tratar estas pessoas de forma diferente, pois é aí que iniciamos o pré-conceito. Ora se ela está no ensino seja ele fundamental ou médio devera ser tratada de forma normal, pois ali vive com pessoas da concepção “normais”.
Portanto cabe aos pais dessas pessoas decidirem o que é melhor para elas, pois a família nunca vai querer expor um filho ao risco. No Brasil com um sistema tão burocrático como esse, para ser deliberada essa questão teremos que esperar milhões de décadas para que se aborde esta questão da forma mais seria possível, e mesmo que seja abordada instantaneamente, tramitará mais algumas décadas para ser aprovada e depois de ser aprovada, ainda assim esperaremos um “CARIMBO” que legitime e faça valer esse voto mudando toda a estrutura do sistema escolar e caso não aja pessoas formadas e capacitadas para isso, que o governo financie aios e assim quiçá começaremos um país melhor.

DION SCHMITT MULLER disse...
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DION SCHMITT MULLER disse...

DION SCHMITT MULLER

Sendo eu mediocre(medio-cre, cre medianamente;não ter um conhecimento completo sobre determinado assunto) no assunto o que posso é simplesmente dar meu "ponto de vista", ou seja, que a preparação de professores para trabalhar com individuos que sofrem algum tipo de deficiência é muito precária em escolas públicas, tornando assim um percalço para a inclusão destes individuos no "nivel normal" de vivência. Deixo bem claro neste post que estou me referindo a pessoas com deficiência mental. Pois esta deficiência por se tratar de uma patologia mental já deixa bem explicito a impossibilidade de aprendizagem destes nos canones tradicionais do ensino.
Portanto, uma soluçào para este problema seria o treinamento de profissionais para lidar separadamente com estas pessoas, ou ainda, uma professora que tenha tal formaçào para auxiliar a professora regente (o que o governo jamais aceitaria por causa de verba).

Luiz F. A. Neto disse...

A problemática acerca da inclusão de crianças excepcionais no ensino regular, está atualmente em grande debate entre os especialistas. Na teoria essa união é simples de ser aplicada, porém na prática os resultados estão longe do esperado. Isso acontece por varios fatores que não podemos deixar passar: Falta de preparo dos docentes, orientação dos estudantes regulares perante a deficiência do novo colega e a falta de estrutura física da escola que não estão preparadas para um acolhimento desse aluno.
A obra "Meu nome é rádio", mostra como que a comunidade escolar já se "arma" contra a inclusão, sendo que, os professores estão cientes que a possibilidade de um bom trabalho trará um bom desenvolvimento tanto dos alunos regulares como do aluno excepcional. A escola tornou-se assim um fronte de batalha de ideais. Uns não acreditam que a inclusão seja algo bom como outro acreditam que a união das classes (Regulares e Especiais), possam proporcionara uma nova visão das estudantes em suas relação sociais e aprendendo a não catalogar os outros por suas dificuldades.

Sérgio disse...

Pai, por que me abandonaste?

Opinar a respeito de assunto tão delicado como o é a inclusão de alunos especiais nas salas de aula ditas normais, realmente e bastante complicado. Por mais que se queira parecer o grande amante da humanidade –coisa que gosto de dizer que sou, não que de fato seja-, dizendo que é um direito dessas pessoas estarem nas salas de aula junto a todos os outros alunos, não podemos esconder de nós mesmos uma certa estranheza que cada um tem quanto a isso e que prefere guardar para si. Que nome se pode dar a isso? Ora, isso é hipocrisia, é falsidade, é máscara, é mentira, recalque. Não somos menos morais ou menos preocupados com a situação dessas pessoas, simplesmente por admitir que elas apresentam certas especialidades que não nos são lá tão rotineiras.
De fato isso é algo que devemos superar, sim e logo, mas, não te sinta uma má pessoa (tu que estás lendo); realmente todos nós vemos essas pessoas como portadoras –e ‘portadoras’ no sentido de portar; trazer- de características que pelo menos não são comuns em uma determinada comunidade. Agora precisamos ter cuidado para não passarmos dessa estranheza que de certa forma nos é natural, para uma atitude preconceituosa. Pensemos por exemplo em uma pessoa que ao descrever uma pessoa negra use termos do tipo ‘moreninho’; ora, a mim me parece que é nesse tipo de termo que se escondem os mais cruéis e perniciosos preconceitos. Pois afinal, há ali uma espécie de medo de pronunciar a palavra ‘negro’ publicamente, que na ‘humana e perfeita’ razão dessa gentalha se transforma e esconde pensamentos que seriam capazes de arrepiar até mesmo aquele rapaz simpático, Adolf Hitler. Exagero de minha parte? É, pode até ser; mas, ao menos são pensamentos que assustam quando ‘inventam’ de soltar da boca de algumas pessoas. Pessoas essas que todos conhecemos uma que seja: seja um parente próximo, um conhecido não tão próximo, ou mesmo aquele tio que espera o ônibus na nossa mesma parada.
Mas então, que se pode dizer com certa segurança sobre a inclusão de especiais nas salas de aula normais? Bem, primeiro que não é por serem seres humanos unicamente que se deve dar aos especiais o direito a escola normal; pois, é também um erro fazer esse tipo de distinção. Erro por estarmos tomando essas pessoas como indefesas e frágeis, por estarmos de uma ou forma ou de outra dizendo que nós os não-especiais, devemos usar nossas ‘mentes e habilidades mais trabalhadas e capazes para ajudar os fracos e oprimidos’! [Pai, pai, por que me abandonaste?] Vejamos as coisas aos olhos da filosofia –ou do que me atrevo a chamar de filosofia-: que são os especiais de fato? Uma subespécie humana? Pessoas (seres) diferentes da maioria? Ora, nada disso! Especiais são seres humanos; são dotados de razão da mesma forma que todos os homens o são, eles são animais capazes de ter desejos de segunda ordem assim como nós somos. Enfim os especiais, sejam deficientes físicos ou mentais, tem sua humanidade tão completa quanto a nossa, eles não precisam de defesas baseadas em argumentos misericordiosos como as que vemos por aí; na verdade, eles precisam de nossa compaixão para que nos façamos humildes e iguais a eles para ajudá-los em suas limitações. Os especiais não merecem a mesma escola da maioria por terem um melhor desenvolvimento sendo colocados no convívio da maioria, não; eles a merecem, sim, porque jamais deveriam ser vistos como um corpo estranho à maioria, eles fazem parte desse todo, um todo único! Eles não são marcianos ou coisa do gênero, são apenas diferentes com suas especialidades.
Enfim, a escola aberta aos especiais é apenas o resgate daquele mesmo cheque-sem-fundo de que Martin Luther king falava em outras palavras: os especiais receberam um cheque onde lhes era supostamente dado o direito ao ensino, agora nos cabe fazer com eles possam receber o que lhes é devido! E aos que se sentem incapazes de conceber uma escola aberta os especiais, eu rogo: perdoa-os pai, eles fingem que não saber o que fazem!

RenataQP disse...
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Unknown disse...

A sociedade em meio as suas variadas diferenças e preconceitos, não pode esquecer de que existem pessoas que necessitam dela. E que não basta simplesmente um auxilio em dinheiro para uma “pessoa especial”. É evidente que esta necessita ser colocada na sociedade como qualquer outra, e começamos pela escola, onde ela vai aprender a conviver com colegas e com os professores.
Os professores entram com um papel essencial na historia de vida destas pessoas, pois são eles que vão ensiná-los o conhecimento, algo que não é básico. Esse trabalho do professor muitas vezes pode frustrar os alunos em geral, pois não só o aluno especial, mas também aquele que em meio a todo preconceito tem que aprender a conviver com o colega. Pois se o professor não sabe lidar com as limitações do aluno, não poderá ensinar os outros a lidar.
O ensinador tem que ter bases sólidas de como cooperar com um aluno especial, mas a escola também tem que estar adequada para receber este aluno. A escola que abrir as portas para um aluno especial e não souber o tratar de forma adequada pode estar cometendo um grande erro. Como é mostrado no filme, o treinador demonstra confiança para Radio, e com isso, ele se sente impulsionado para agir como agiu, e acaba vencendo barreiras na sua vida.
Não digo que essa seja a solução para o fato que estamos vivendo, pois as circunstâncias são diversas, é por essas razões que não dá para tratar de qualquer forma esse assunto, temos que pensar muito nessa questão ainda, porque a problemática tem âmbitos bem maiores do que podemos imaginar.

Josué disse...

A capacitação, a formação do professor hoje, é um desafio para todos. Desenvolver habilidades e conhecimentos necessários irão promover a cidadania.
Educação de qualidade para todos, respeito às diversidades, mudanças nas práticas pedagógicas, estrutura e funcionamento do sistema educacional, são sim desafios que temos que passar a ajudar compreender nesta esfera social e desenvolver melhorias, que será o nosso futuro. Como eu, acredito que todos sonhamos em ver a “máquina” governo funcionando, prestando um serviço de qualidade e vendo professores e alunos com ou sem dificuldades especiais com grandes aprendizados.
Vale destacar, que o professor precisa ser ajudado a refletir sobre a sua prática, para que compreenda suas crenças em relação ao processo e se torne a porta de entrada para uma ação positiva, buscando aprimorar o ensino. Promover a cidadania é uma questão de ajudar alguém, ensiná-la e educá-la.
O processo fundamental para a transformação de nossa sociedade em um meio mais respeitoso, justo e digno, é de interesse e responsabilidade de todos e de cada um de nós.
No filme “MEU NOME É RÁDIO”, podemos observar que o professor que comanda um time de futebol, não possui experiência em trabalhar com uma pessoa que necessite de educação especial, mas com tudo é capaz de desenvolver habilidades, mostrando para a sociedade e a si próprio os conhecimentos que professor e aluno vão adquirir juntos, mudando a qualidade de vida e do convívio social de todos.
O convívio com essas pessoas, que possuem necessidades especiais, nos ensinam e nos ajudam, nos sensibilizam e fazem de nós conhecedores que somos totados de muita compaixão para mudar sim, o mundo a nossa volta.
Uma mensagem: Nunca é um erro se importar com alguém.

Dark Angel disse...

Sobre o quadro que percebemos acerca da temática dos portadores de deficiência mental e física, podemos certamente afirmar que o cerne desse quadro reside muito mais profundamente do que nas divagações comuns que costumamos fazer: um dos pontos quase imperceptíveis e que passam, portanto, despercebidos (logo, se mantêem), é a própria pejoração etimológica de dizer-se "portador", como se a "deficiência" fosse algo que se portasse, como uma mala ou um objeto qualquer. Outro ponto é o de pensarmos nesses seres como seres à parte, e assim continuar pensando numa forma de inclusão. A melhor forma de incluí-los é exatamente NÃO falando em inclusão, o que acabaria prontamente com o preconceito em si sobre eles. Fora falarmos que, temos em vista vários planos e projetos pros assim ditos "deficientes", mas alguém perguntou a eles o que eles querem aprender? Educamo-os como um grupo a parte, com uma pedagogia à parte. Logo, haverão pedagogias à parte também, talvez, para negros, ou operários, com algumas justificativas... o cerne é o educador estar atento, e não buscar enquadrar o deficiente no sistema, e sim, procurar perceber algum dom do mesmo, e incentivar esse dom ou facilidade. Dessa forma, o assim tachado a priori "deficiente" pode passar a ser um "gênio" (conceitos...). Explico-me: Uma pessoa com síndrome de Down pode, perfeitamente, ter um dom maravilhoso pra tocar piano, como é o caso de uma menina no Japão, que, além de "portar" a síndrome, não possui diversos dos artelhos das mãos. mesmo assim, perto de uma pessoa "normal", ela tem uma superioridade incrível.
Pequenos exemplos e observaçoes que podem ser desenroladas por mais linhas, e que cabe, principalmente, à Filosofia e à Pedagogia debaterem de forma saudável e sem rodeios ou medos.

Dark Angel disse...
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Unknown disse...

O filme "Meu nome é Rádio" faz pensar na nossa realidade e eu enquanto futura professora me preocupo com as questões levantadas no filme, mas há que se salientar que o filme tem um caráter "romântico" e sabemos que na realidade, geralmente, as coisas são ainda mais defíceis. A minha maior preocupação refere-se ao fato de que muitos professores que estão atuando em sala de aula e até mesmo os futuros professors não estejam suficientemente preparados para trabalhar com alunos com necessidades especiais. E aí fica a questão de como adequar essa nova demanda de alunos com a demanda de alunos já existente em sala de aula.

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Eduardo Bapt disse...

Podemos vislumbrar no caso do personagem do filme “ Meu Nome é Rádio”, que pelo fato do personagem apresentar alguns problemas mentais, não impede que tenha convívio normal na escola e na sociedade.

Conforme informações site da internet, 24 milhões de pessoas possuem algum tipo de defiência, sendo que 57 milhões estão matriculados na rede pública e particular de ensino.

Infelizmente existe ainda em nossa sociedade sistema de discriminação aos portadores de deficiência, o que entende atitude totalmente mesquinha e hipócrita.

Se queremos viver em uma sociedade humanitária e moderna, devemos superar esses sistema arcaico que visa excluir do convício os portadores de deficiência, como vislumbramos claramente no filme “ Meu Nome é Rádio.”

Primeiramente quem deveria dar respaldo de acolhida aos deficientes seriam os centros educacionais, mas muitas vezes partem deles a negativa de receber como aluno pessoas com algum tipo de deficiência. Um mal exemplo para a sociedade.

Nos dias atuais, constatou-se que uma conceituada escola de Porto Alegre, negou-se a receber como aluno uma pessoa deficiente. O mesmo, não aceitando tal negativa impetrou ação judicial, onde teve garantido seu direito de ser matriculado.

Descrevo alguns tópicos da sentença :

concreta ou adotam medidas inteiramente insuficientes ou ineficazes para garantir uma proteção constitucionalmente adequada dos direitos fundamentais.
5. No caso concreto, verifica-se que a conduta da demandada, que impediu a matrícula do autor no ensino médio, é inadequada para garantir o exercício de seu direito fundamental à educação (artigo 6º, caput, CF). Ao afirmar que não dispõe da estrutura adequada para oferecer a educação de que necessita o autor e apresentar parecer de terminalidade específica, a instituição de ensino, ora demandada, embora compreenda que está adotando medidas protetivas ao portador de necessidades especiais, em realidade, o exclui da rede de ensino, obstaculizando o seu desenvolvimento intelectual.


A Constituição Federal, art. 206, estabelece, dentre outros princípios, que o ensino será ministrado com base na igualdade de condições para acesso e permanência na escola. Por outro lado, o art. 209 prevê que o ensino é livre à iniciativa privada, observado o cumprimento das normas gerais da educação nacional.

Tais disposições são reproduzidas nos arts. 7º e 3º, inciso V, da Lei de diretrizes e bases da educação nacional (Lei nº. 9.394/96). Essa norma contém princípios e regras gerais sobre educação, que devem ser aplicadas tanto às instituições públicas quanto às privadas, não havendo qualquer ressalva quanto à sua aplicação.

9. Admitida a aplicação de tais normas ao ensino privado, resta analisar a regulação normativa acerca da integração do aluno com necessidades especiais no ensino regular.

No capítulo dedicado à educação especial, consta do art. 58 da LDB:

“Entende-se por educação especial, para os efeitos dessa lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais”.
§1º. Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial”.
§2º. O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular”.

11. Depreende-se do quadro normativo analisado que sempre se buscará, preferencialmente, a integração do aluno com necessidades especiais no ensino regular, seja público ou privado, ressalvado os casos em que seja demonstrada a falta de condições pessoais para tanto, casos em que será recomendado o ensino especializado.

No caso dos autos, sobressai o fato de que o autor cursou todo o ensino fundamental em escola regular, sendo-lhe negado o acesso ao ensino médio, sem elementos concretos para tanto. Não há nenhuma avaliação ou indicação de fatos que demonstrem a inaptidão do autor e a necessidade de ensino especializado.

Unknown disse...

Em um contexto social em que, muitas vezes pessoas que não se enquadram nos padrões de normalidade estabelecidos pela sociedade por apresentarem alguma necessidade especial, vivem às margens do processo educacional e, por conseguinte, às margens da sociedade, creio que precisamos estar abertos à idéia de inclusão que deve ser considerada sob vários aspectos.
Em primeiro lugar, sendo que na escola desenvolvemos principalmente nossas capacidades intelectuais, uma deficiência física não deve ser tratada como um empecilho a aprendizagem. Já uma deficiência mental se torna um pouco mais complexa, mas não significa que as habilidades dessas pessoas não possam ser motivadas e desenvolvidas. A dificuldade se encontra na inclusão no ensino regular. O que quero dizer é que a formação das faculdades intelectuais dessas pessoas especiais conta com um jeito próprio, ou seja, um processo de instrução adequado e talvez, o despreparo dos professores e o número de pessoas em sala desfavoreça esse atendimento que deve ser dado.
Porém, o processo de inclusão é possível, mas exige amadurecimento e responsabilidade no que se refere à formação dos professores, às condições de atendimento em sala de aula e, entre outros, aos recursos disponíveis na escola. Pois é realidade que as escolas não conseguem nem atender a diversidade sequer quando se trata de dificuldades de aprendizagem, quanto mais atender alunos com deficiência que exijam adaptação de grande porte. Mas não é porque a realidade é assim que precisa permanecer sempre assim. Para que a inclusão aconteça é necessário promeiramente estarmos abertos à ela, só assim alunos com condições de serem incluídos no ensino regular terão o direito ao acesso, e também à permanência e ao sucesso.

Renata Quinhones Pereira disse...

O primeiro passo para obtermos um ambiente favorável a inclusão, seria aceitar e valorizar as diversidades de uma forma geral.
Na minha opinião a inclusão mostra-se benéfica para a educação de todos os alunos independente de suas habilidades ou dificuldades.
Não podemos negar a essas pessoas a socialização, interação, experiências de aprendizagem que só acontecem em uma sala de aula regular.
No filme “Meu nome é rádio” o personagem demonstrou um progresso acadêmico e social notável após ter começado a conviver no âmbito escolar e esse tem que ser o objetivo das escolas, promover educação para todos indivíduos dando o direito de participação como membros ativos da sociedade sem classificações ou estereótipos.

Anônimo disse...

A inclusão de portadores de necessidades especiais no ensino regular fomenta inúmeras discussões. Mas ao se falar de deficiência deve-se estar atento ao termo "pessoa deficiente", pois este refere-se a quaisquer pessoas incapaz de assegurar por si mesma, total ou parcialmente, suas necessidades em decorrência de uma deficiência em suas capacidades físicas ou mentais. Entretanto, por ser portador de necessidades especiais, isso não quer dizer que essa(s) pessoa(s) não possa(m) adquirir conhecimento tal qual como nós (pessoas consideradas normais) adquirimos, assim como, desenvolver competências e habilidades que estamos habituados a desenvolver.
Sem dúvidas, a iniciativa de inclusão do Ministério da Educação (Mec) é muito positiva no sentido em que vem contribuir com a exclusão de pré-conceitos e da segregação que muitas pessoas cultivam em suas concepções em relação aos deficientes. De antemão já podemos observar que a complexidade do tema expressa as dificuldades que há no âmbito das relações humanas.
Se por um lado temos o aspecto positivo da inclusão, por outro me parece que temos um aspecto negativo, no sentido de que as escolas e os próprios professores não estão preparados para receber estes alunos e dar-lhes o tratamento adequado.
Na nossa universidade, por exemplo, nos cursos de licenciaturas, têm-se no máximo uma ou duas disciplinas que enfatizam este tema. Mas será que apenas uma ou duas disciplinas conseguem preparar nós docentes para lidar com alunos portadores de necessidades? Acredito que em termos de sensibilização isso é suficiente, porém só isso não basta. Ao mesmo tempo, vivemos em um momento de crise na educação, onde nossos educadores vivem o chamado “mal estar docente”. Evidentemente, tal crise não deve servir como uma válvula de escape, isto é, como justificativa para o descaso e o desinteresse dos professores em relação aos portadores de necessidades especiais, mas às vezes, é muito mais cômodo nos alienarmos diante de certos desafios que nos aparecem em vez de encararmos.
Na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) lemos o seguinte:

Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.

§ 1º. Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial.

Diante do exposto, podemos perceber que é um dever da escola estar preparada para receber estas pessoas, visto que o acesso à mesma é por direito assegurado a todo e qualquer cidadão, seja ele portador de deficiência ou não.
Mas na verdade o que vimos e vivenciamos ainda deixa a desejar. Muitas escolas ainda não têm sequer rampa de acesso para cadeirantes. Logo, se não temos ao menos, uma infra-estrutura adequada no ambiente escolar para que necessidades básicas sejam supridas, e se também, ao mesmo tempo, não temos professores preparados para lidar com essas deficiências, corre-se o risco de atingir o objetivo oposto, ou seja, a inclusão tornar-se-á motivo de exclusão e de segregação.
Por fim, deixo como reflexão, e ao mesmo tempo, como motivação o que Paulo Freire escreveu em sua obra intitulada Pedagogia da Esperança:

“a esperança é a necessidade ontológica; a desesperança, esperança que, perdendo o endereço, se torna distorção da necessidade ontológica (...) Sem o mínimo de esperança não podemos sequer começar o embate, mas sem o embate, a esperança, como necessidade ontológica, se desarvora se desendereça e se torna desesperança...” (p.10 e 11)

Laísa Trojaike disse...

A inclusão social de portadores de deficiência é um assunto que deve ser sempre debatido, seja sobre os métodos de inclusão, seja para que se procure métodos para facilitar tal inclusão. Embora eu creia que a falta de instrução e preparação dos professores seja o grande problema, gostaria de deixar claro que este é um assunto que deve ser muito bem tratado, pois a inclusão de tais pessoas depende de profissionais (professores principalmente) qualificados.

A meu ver, o principal problema que impede seriamente um progresso com relação ao assunto, são os alunos “normais”. Analisemos uma sala de aula comum, composta por alunos ditos normais e, claro, um(a) professor(a) supostamente normal. O que ocorre muitas (e são realmente muitas) vezes é o seguinte:

1. Os alunos conversam e não prestam a atenção, de forma a parecerem SURDOS ao que a professora diz. Isso sem contar os aparentes déficits que todos demonstram, de uma forma ou outra, ter.

2. O professor finge dar aula, ou talvez projete algum aluno interessado para quem supostamente está dando alguma “aula”. Isso, claro, quando o professor realmente dá aula. Os professores realmente empenhados em sua profissão tendem a desenvolver estresse e problemas físicos, devido ao fato da postura da turma ser indiferente aos seus esforços.

3. Os alunos tendem a não saber trabalhar em equipe (algo que é bastante exigido), tendo preconceitos com alguém que não é do seu grupinho, time, que possui uma tonalidade de pele diferente, ou até mesmo porque alguém é menos bonito que outro.

A pergunta é a seguinte: como introduzir um portador de deficiência em um ambiente como esse?

Claro que nem todas as escolas se apresentam dessa forma, inclusive existem diversas instituições que abrigam pessoas portadoras de deficiências, porém creio que tal número não seja proporcional ao número de pessoas que necessitam de assistência.

Não creio que o problema seja falta de verba, nem a falta de meios ou ocorrências do tipo. O maior e mais gritante problema é a mente dos “normais” que, analisando friamente, está muito longe de ser normal.



Laísa Roberta Trojaike.

Anie F. disse...

O filme "Meu nome é rádio" realmente levanta questões que devem ser pensadas por todos, mas os futuros professores deveriam dar uma atenção especial a isso, pois cada vez é maior o numero de alunos com necessidades especiais nas escolas do país. Esse processo de inclusão deve ser analisado em diferentes aspectos. Não haveria problema algum na inclusão de alunos com deficiência física (feitas as devidas alterações na estrutura física da instituição de ensino) sendo que sua capacidade de aprendizagem é equivalente ou então maior do que a de muitos alunos considerados “normais”. Já a inclusão de alunos com uma deficiência mental deve ser analisada de forma mais cuidadosa; existem diferentes graus desta deficiência. Os professores devem estar preparados para saber como agir perante diversas situações, tal como o preconceito de alguns, a forma especial de ensinar determinado aluno, alguma tecnologia utilizada pelo aluno, deve aprender a linguagem dos sinais, etc. A pergunta que podemos fazer é: o que as universidades, em especial os cursos de licenciatura estão fazendo para que o futuro professor tenha essa formação especial? Acredito que na medida em que for sendo trabalhada esta questão com aqueles que serão professores, para que se conscientizem de que é preciso saber muito além do que o conteúdo a ser ensinado, chegará um momento em que ‘inclusão social’ não será mais pauta para debates.

Aniele Freire

ricardo disse...

No filme "MEU NOME É RÁDIO" o que se pode ver é que existe pré conceito por parte de algumas pessoas.Pois quem teve pré conceito no *Filme foi os estudantes e algumas pessoas.No entanto,algumas pessoas na *Sociedade que não conhecem o que é a deficiência imitarão o filme.O filme mostra que o deficiênte tem A MESMA capacidade que os alunos "normais" só com um pouco mais de dificuldade.

ricardo disse...

Na sala de aula, o profesor tem que tentar fazer a inclusão do aluno deficiênte com os colegas.

ricardo disse...
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ricardo disse...

É necessário que o professor conheça todas as deficiencias pra conseguir ajudar o aluno corretamente na sala de aula.

Anônimo disse...

A inclusão de pessoas com deficiência fisíca poderia ser elaborada com mais eficácia, mas isso não ocorre e sabemos o porquê. Já pessoas com deficiência mental, penso que não seria, a inclusão nas escolas regulares, uma maneira de diminuir o preconceito ou de inserí-los na sociedade, pois sabemos que eles possuem um déficit conginitivo que seria complicado de lidar em uma escola regular.

Anônimo disse...
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Gabriel Garmendia disse...

A ação afirmativa, também conhecida como discriminação inversa, é uma medida especial que visa combater as conseqüências que decorrem de contínuas discriminações passadas, ou seja, tendo em vista que vivemos numa sociedade não igualitária, onde as diferenças de renda, status e poder são gritantes, e, levando em conta que estas desigualdades não são justificáveis, como podemos agir de modo a eliminar estas diferenças garantindo igualdade de tratamento e oportunidades para todos os membros da sociedade?
A discriminação positiva aparentemente surge como um método que consiste em dar um tratamento preferencial a um grupo menos favorecido, nesse caso, examinaremos a inclusão de deficientes especiais, não só nas escolas, mas na sociedade como um todo.
O ato de incluir os deficientes especiais em nossas instituições de ensino é algo louvável, um grande passo em direção a uma sociedade mais justa e igualitária. Porém, dar a deficientes oportunidades iguais de freqüentar nossos conjuntos educacionais não é suficiente, quando, por exemplo, não há elevadores ou rampas adaptados nas escolas, cujo único acesso se dá através de escadarias impraticáveis por eles.
Também devemos lembrar que quando estamos lidando com escolas que muitas vezes não possuem nem água encanada, cujas condições são precárias até para os estudantes ditos “normais” acabamos esbarrando com outra questão muito delicada e que não pode ser ignorada.

Anônimo disse...

Não vejo problema na inclusão de deficientes físicos, pois capacidade cognitiva eles têm, o que falta é recursos financeiros para os aparelhos tecnológicos que eles precisam usar. Quanto aos deficientes mentais, acredito ser mais complicada a inclusão, pois muitos, além de não terem caoacidade de cognição, apresentam distúrbios de comportamento que podem prejudicar até as pessoas que estão por perto, como a agressividade.
No filme pode ser visto que a inclusão foi feita, mas de acordo com as condições que o indivíduo apresentava.